Como utilizar a tecnologia para otimizar o setor de compras e a cadeia de suprimentos hospitalares em momentos de crise e desabastecimento - Notícias - AHEG - Associação dos Hospitais do Estado de Goiás

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Como utilizar a tecnologia para otimizar o setor de compras e a cadeia de suprimentos hospitalares em momentos de crise e desabastecimento

Publicado em : 24/06/2022

 

Entenda como a utilização de marketplaces, que permitem o contato com um maior número de fornecedores e módulos de business inteligence, e soluções de supply chain podem otimizar a gestão de compras e de estoques em momentos de alta demanda e escassez.

 

A Era Digital do Setor de Saúde — não mais futuro, presente.

Quando falamos em transformação digital acreditávamos que o setor da saúde demoraria um pouco mais para se adaptar por conta dos processos e adequações, porém, com os impactos da pandemia do novo coronavírus o que pensávamos sobre o futuro já é presente no nosso dia a dia.

A busca acelerada nos momentos cruciais da pandemia por insumos hospitalares acenderam o alerta para novas formas de captação de recursos e materiais. Desta forma, evidenciando toda a cadeia de suprimentos através das possibilidades de inovação no processo de compras hospitalares. Além da necessidade urgente de um redesenho estrutural entre players do setor, por meio de ações colaborativas como as compras/negociações agrupadas.

 

O desafio das compras hospitalares em tempos de escassez.

Para a área médica, sem dúvidas, um dos maiores desafios atuais está associado ao suprimento de equipamentos, serviços, medicamentos e materiais médicos ao redor do mundo. Muitos insumos não integravam as previsões estatísticas até o momento e o pânico frente a novas situações pode ocasionar novos stockouts no setor de acordo com o cenário político e econômico mundial.

Contexto da Logística e Cadeia de suprimentos hospitalares.

A ANAHP (Associação Brasileira de Hospitais Privados), segundo o seu Observatório 2020 — os hospitais sinalizam que dentre as despesas de maior relevância estão as com suprimentos de medicamentos, materiais e OPME’s, que representam em média 23% do total. No cenário pandêmico essa situação foi agravada principalmente pela problemática global no abastecimento de insumos. O custo com EPI’s foi um exemplo claro disto, com cerca de 300% de aumento e com preços que chegaram a 500% a mais em alguns SKUs.

Ao contrário das indústrias e do varejo, a maioria dos hospitais ainda não possui equipes de logística e supply chain especializadas que possuam conhecimento de técnicas e operações que promovam redução de custos com estoque sem gerar impactos negativos como a falta de itens importantes.

Tendo como exceção as grandes instituições hospitalares, em grande parte dos hospitais a etapa de compras e gestão e controle dos estoques fica a cargo da equipe de enfermaria ou do setor de compras ligado apenas ao financeiro que, apesar de terem bons conhecimentos, nem sempre são especializados em logística e supply chain.

A aquisição de produtos médicos é complexa, envolvendo uma grande quantidade de SKUs e formas de contratação distintas (consignação/aluguel) e/ou compra.

Torna-se mais complexo quando mapeamos que a maioria das instituições de saúde não possuem grandes espaços para estoques internos e na maioria dos casos não possuem Centros de Distribuição e, desta forma, acabam realizando pedidos menores que o lote mínimo e de acordo com a compra definem uma grande frequência de entregas.

Outro ponto de agravo é a alta dispersão entre os estoques — normalmente distribuídos em diversos depósitos, farmácias, enfermarias ou salas — o que dificulta o controle e gestão de estoques.

Questões relativas à distribuição global de matéria-prima e produção, como também a capacidade de compra consolidada, tendo como exemplo a ação dos EUA na compra de grande parte da produção global de EPI’s durante a pandemia, são fatores que impactam no acesso e no custo de itens médicos e que exigem o desenvolvimento de um planejamento estratégico hospitalar a nível nacional.

No primeiro trimestre de 2020 muitas fábricas encerraram suas atividades ou reduziram a sua capacidade de transporte (entre 20% a 40% na China), tornando os atrasos nos suprimentos comuns, ocasionando a ruptura em inúmeros estoques.

 

Riscos e Soluções

Presente no site do NCBI (National Center for Biotechnology Information é uma secção da United States National Library of Medicine, um ramo dos National Institutes of Health, com sede em Bethesda, Maryland.) temos acesso a uma potente discussão sobre os riscos dos suprimentos de itens médicos.

Como pilares desta discussão em buscas de soluções, encontramos a necessidade da diversificação de fornecedores e a expectativa de abastecimento “just in time” por parte dos hospitais.

 

Hospital 4.0 e a cadeia de suprimentos

Percebemos até então a importância da transformação digital do ambiente hospitalar, sendo imprescindível para as dores contemporâneas do abastecimento e das compras.

Fica claro que através de plataformas online, inteligência artificial e predições de demanda, é possível aprimorar os resultados financeiros por meio do controle de custos, gestão do tempo, classificação dos fornecedores, redução de desperdício e erros.

Processos impactados pela aplicação de softwares e/ou plataformas online de compras.

 

Negociações Agrupadas

Como exemplo da aplicação de tecnologia para a melhoria da cadeia de suprimentos e compras, temos a tendência ascendente da formação de grupos de compras conjuntas ou GPO (Group Purchasing Organization).

Atualmente, no Brasil existem diversos grupos de compras conjuntas/negociações agrupadas, onde cada hospital indica a demanda prevista para insumos em uma plataforma online. Assim, uma equipe especializada em negociação concentra todas as demandas, envia a cotação para os fabricantes e distribuidores realizando uma única compra para o grupo.

Ao final da negociação os pedidos são colocados ao fornecedor para cada hospital, de forma que as entregas sejam direcionadas a cada instituição.

De acordo com o relatório da FEHOSP (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), as compras conjuntas proporcionam uma redução de custo de mais de 10%, além de redução de risco de desabastecimento dos itens que fazem parte da cesta conjunta, aumento de transparência e maior troca de experiências entre hospitais. No entanto, a realização de compras conjuntas online tem importantes desafios como necessidade de melhoria nos processos de planejamento de compras de cada hospital, necessidade de unificação das marcas do produtos que serão compradas, regionalização da demanda, além do estabelecimento de novo modelo e cultura de processos no hospital.

 

Síntese Revolution e Síntese Supply Chain — as soluções.

A necessidade de plataformas online para a otimização do setor de compras e da cadeia de suprimentos fica cada vez mais latente.

Nós da Síntese, temos 21 anos de expertise desenvolvendo soluções para tais dores. Nosso portfólio conta desde o E-Procurement B2B (Síntese Revolution), ao software de planejamento e ressuprimento (Síntese Supply Chain) e o software de gestão OPME (Síntese OPME).

 

Os resultados e benefícios da aplicação das nossas tecnologias na frente de suprimentos hospitalares são vários:

Melhor atendimento, reduzindo riscos de faltas que podem impactar na saúde e vida dos pacientes
Redução de custos do tratamento médico
Tomada de decisões mais assertivas e em tempo real
Gestão do tempo e otimização
Gestão de fornecedores com informações sempre atualizadas
Melhor e maior controle no tratamento dos dados
Diminuição de erros em forecasts
Controle de estoques e consequente menor tempo médio
Mitigação de erros e retrabalhos
Aumento da produtividade da equipe de operações

Entre em contato com nosso time de negócios, entenda como podemos ajudá-lo na solução das compras e suprimentos: comercial@sintese.net

#SaúdeComeçaComS

 

 

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